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O ABISMO PERCENTUAL ENTRE OS CUSTOS DAS COMPANHIAS AÉREAS




Você ja foi nosso cliente? Ou já entrou com um processo contra as companhias aéreas por conta de algum infortúnio? Em alguma dessas oportunidades eles chegaram a rejeitar alguma proposta de acordo por julgarem o valor almejado muito alto? Neste texto, iremos ver o impacto das indenizações no balanço financeiro das companhias aéreas.


Anualmente, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), divulga um relatório anual da média das empresas e a porcentagem que cada companhia aérea detém no setor nacional e internacional, respectivamente:





"A sua elaboração é realizada pela Gerência de Acompanhamento de Mercado da Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos com base nos dados estatísticos de voos, no registro de tarifas aéreas domésticas comercializadas e nas demonstrações contábeis, que são periodicamente fornecidos pelas empresas brasileiras e estrangeiras de transporte aéreo público, em cumprimento às Resoluções nº 191/2011, 140/2010 e 342/2014 da ANAC. Também foram utilizados dados produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a composição do indicador denominado “Passageiros para cada 100 habitantes” e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a composição do indicador relacionado ao Transporte Regular Interestadual de Passageiros." (sic)


Cumpre ressaltar, que o setor da aviação civil foi o que mais sofreu com a pandemia, acarretando na maior crise de sua história ao mesmo tempo em que colocava em cheque o futuro do setor. Inflação global crescente, guerras e restrições inconsequentes fizeram com que os custos de operação das companhias aéreas ficassem cada vez mais caros impactando diretamente no consumidor.


Com a diminuição das restrições e o anseio por viagens, o setor contou com uma volta cuja qual não estava preparada, pois havia antecipado aposentadorias, cortado gastos e diminuído trajetos e aeronaves. Se pegarmos o aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre como exemplo, em níveis pré-pandêmicos, vemos um volume de cerca de 21 mil voos realizados e um inaceitável número superior a 700 cancelamentos.


Uma aeronave comum transporta em volta de 200 passageiros, em um cálculo aproximado houveram mais de 100mil pessoas prejudicadas somente em Porto Alegre, sem contar com outros problemas operacionais indenizáveis que passageiros são forçados a suportar como atrasos injustificados e/ou sem assistência por parte da companhia aérea, extravios de bagagens e uma desorganização operacional completa de uma indústria que não foi capaz de suportar uma demanda exponencial. (Sofreu com algum desses casos? Conte para a gente: flighthelpbrasil.com/formulario)


Através de informações disponibilizadas pela ANAC, vemos que o custo que mais acomete as companhias aéreas é o combustível com cerca de 20% das despesas totais da companhia aérea. Entretanto, os gastos jurídicos em indenizações é inferior a 2%! Ou seja, as indenizações decorridas das falhas na prestação de serviços das companhias aéreas é minúscula em comparação aos valores totais de operação. Estatisticamente, não existe espaço para reclamações no que diz respeito aos valores pagos em condenações jurídicas.





O grande objetivo deste texto, é ilustrar e iluminar o abismo percentual da questão jurídica das companhias aéreas em relação ao restante dos custos operacionais. Levando em conta o famoso “perrengue” que passageiros tem de passar em virtude da falta de comprometimento e auxílio das companhias aéreas desde cancelamentos sem aviso prévio, atrasos imensuráveis até extravios de bagagens por semanas ou até mesmo definitivas. É completamente descabida a justificativa de tentar diminuir ou transferir a culpa dos infortúnios causados aos passageiros para tentar ganhar uma vantagem financeira sobre a sua falta de profissionalismo, visto que muitas vezes o prejuízo do passageiro é irreparável.


Quer saber mais sobre nossos serviços? Entre em nosso site: flighthelpbrasil.com


Matheus Ramos

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